terça-feira, 4 de outubro de 2016

Veja como foi a participação do Posthuman Tantra no "V Encontro das Artes Negras"

"Performance impactante e diferente de todas
 as outras bandas do evento. Foi bizarro ver 
 Posthuman Tantra ao vivo e espero outras
 oportunidades para assistí-los novamente. 
 Muito bom!"  (Igor Carvalho)

O Posthuman Tantra se apresentou no "V Encontro das Artes Negras" no dia 1 de outubro de 2016, em Goiânia. O evento foi uma iniciativa da Arkdrak produções que tem à sua frente o lendário músico Drakkar, da banda Luxúria de Lillith, e reuniu  9 bandas, representantes da cena black metal underground brasileira, sendo elas:  Nitimur in Vetitum (GO), Homicídio (GO), Solictus (GO), Luxúria de Lillith (GO), Imperius Profanus (GO),  Nox Spiritus (MG), Lest (DF), Diabolical Tyrants (MG), Andromalius (TO). 
Credenciais exclusivas dos integrantes do Posthuman Tantra no evento.

O Posthuman Tantra foi o único representante da cena Dark Ambient no evento, a performance da banda aconteceu em um segundo palco e contou com as participações especiais de Drakkar e de Flávia Provesi como performers convidados. O set da noite teve apenas 5 atos tecnognósticos, com destaque para "Iniciação Sexual com um Robô Multifuncional", polêmica faixa que levou o Posthuman Tantra a ser expulso de um evento universitário durante sua execução há 3 anos.

Posthuman Tantra durante o ato "Biotech Antenna" (foto de Lucas Dal Berto).

Posthuman Tantra durante o ato "Biotech Antenna" (foto de Lucas Dal Berto).

Posthuman Tantra com o performer convidado Drakkar em primeiro plano durante o ato "Ciberpajelança" (Foto de Leandro Vieira).

Ciberpajé durante o ato "Transhuman Werewolf's Mutation" (foto de Lucas Dal Berto).

Ciberpajé durante o ato "Transhuman Werewolf's Mutation" (foto de Lucas Dal Berto).

Posthuman Tantra com o performer convidado Drakkar em primeiro plano durante o ato "Iniciação Sexual com um Robô Multifuncional" (Foto de Leandro Vieira).

Posthuman Tantra com o performer convidado Drakkar em primeiro plano durante o ato final "Tema o homem, ame o Lobo" (Foto de Leandro Vieira).


O evento foi muito bem organizado e aconteceu em uma chácara com ótima infraestrutura, incluindo camarins para as bandas, credenciais exclusivas e outras regalias difíceis de se ver em eventos underground. A performance teve início pouco depois das 22:00 horas e foi acompanhada com curiosidade por uns e estupefação por outros. Aos poucos o público foi compreendendo a proposta iconoclasta da banda e passou a reagir com aplausos ao fim de cada ato. Drakkar desenvolveu uma performance especial durante todo o show em que realizava múltiplas mutações e transformações em seu rosto coberto de argila e tintas de cores diversas, a ação tratava da transmutação cósmica como um dos preceitos da banda e também das mutações biotecnológicas em curso, sobretudo a transgenia dos alimentos que consumimos e de seus perigos para a biosfera. 


O ato final "Tema o Homem, Ame o Lobo" foi marcado pela presença da performer convidada Flávia Provesi, e muito aplaudido pelo público presente. Ao término da performance a banda foi abordada por muitos dos presentes para fotos e parabenizações. Alguns inclusive perceberam a densidade da proposta conceitual da banda e sua conexão com o ocultismo e a tecnognose. O Posthuman Tantra no palco é formado pelo Ciberpajé (vocalista, musicista e performer), I Sacerdotisa Rose Franco (musicista e performer), Luiz Fers (figurinista e performer) e Lucas Dal Berto (VJ). A banda agradece especialmente a Drakkar, que possibilitou o espaço para a apresentação nesse importante evento do calendário metal do Centroeste, também à performer Flávia Provesi por sua incrível participação e finalmente ao público que prestigiou a performance.



I Sacerdotisa Rose Franco, Ciberpajé, Flávia Provesi, e fã da banda. (foto de Luiz Fers).

 Ciberpajé e Flávia Provesi (foto de Luiz Fers).

 Flávia Provesi e Luiz Fers (foto do Ciberpajé).


 Ciberpajé, Flávia Provesi e fãs (foto de Leandro Vieira).



 Ciberpajé, Flávia Provesi e fãs (foto de Leandro Vieira).


Ciberpajé, Flávia Provesi e fã (foto de Leandro Vieira).

Thomaz Helner, Raphael Sanatás, Ciberpajé, Igor Carvalho e Matheus Moura (foto da I Sacerdotisa)

Cartaz de divulgação da performance (Arte de Drakkar).



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Mais sobre o Posthuman Tantra:


Em seus 12 anos de existência o Posthuman Tantra é uma das bandas pioneiras da cena dark ambient brasileira. Sua produção sonora já ultrapassou as 30 horas de música, lançadas em 5 álbuns oficiais em CD, 5 EPs, 6 split boxes, 4 split CDs, 2 Singles e participações em mais de 15 coletâneas em CD e outras 15 em formato digital. Esses trabalhos têm sido lançados por gravadoras e selos de países como Suíça, Inglaterra, França, Austrália, Japão e Brasil. O Posthuman Tantra foi a primeira banda de dark ambient brasileira a assinar com um selo europeu, a Legatus Records da Suíça, que lançou dois álbuns oficiais da banda: Neocortex Plug-in (2007) e Transhuman Reconnection Ecstasy (2010), CDs que contaram com ótima distribuição e promoção em países como Alemanha, Suíça, Itália e Japão. Além desses trabalhos teve dois álbuns lançados pelo selo inglês 412 Recordings. Em 2014, para comemorar os 10 anos de existência da banda e sua reSaiba mailevância na cena dark ambient mundial, a gravadora inglesa 412 Recordings lançou um tributo ao Posthuman Tantra: Ten Years of Posthumanity, uma edição especial em álbum duplo, com bandas de diversos países prestando sua homenagem ao Posthuman Tantra criando suas versões para músicas da banda. Em 2015 foi lançado o CD “Lúcifer Transgênico” pela gravadora brasileira Terceiro Mundo Chaos, o álbum foi também lançado na Europa em 2016 pela 412 Recordings, e já conta com 3 videoclipes criados para ele. Além disso o Posthuman Tantra é a primeira banda brasileira do estilo Dark Ambient a realizar shows, já tendo passado por 4 regiões do Brasil, somando mais de 20 performances e sendo apontada como banda pioneira no país a utilizar efeitos computacionais de realidade aumentada no palco. As performances do Posthuman Tantra tratam da tecnognose, interpenetração entre carne e máquina e fusão biogenética entre DNA humano, animal e vegetal. Utilizam-se de interação com vídeo, RA, prestidigitação, efeitos de led. No palco a banda é composta por integrantes do grupo de pesquisa CRIA_CIBER, coordenado pelo Ciberpajé Edgar Franco, professor permanente do Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual da UFG. Página da banda no Facebook.