segunda-feira, 20 de março de 2017

Capa de CD criada pelo Ciberpajé Edgar Franco é destaque em matéria da revista Keyboard # 44

Arte de capa criada por Edgar Franco para o CD "The Garden of Emotions", de Eloy Fritsch

Em matéria sobre o músico Eloy Fritsch, na nova edição # 44, da revista Keyboard (março de 2017), ao tratar de seu icônico CD "The Garden of Emotions", o redator Amyr Cantusio Jr destacou a arte da capa criada pelo Ciberpajé Edgar Franco e também o papel de Franco como músico experimental de vanguarda no contexto brasileiro, nas palavras de Amyr:

"A capa do CD "The Garden of Emotions" foi desenhada por outro artista de vanguarda brasileiro, que faz parte de nosso seleto e comedido núcleo de músicos experimentais de vanguarda, Edgar Franco ( que já desenhou e trabalhou comigo também em projetos paralelos. Uma obra prima." (Amyr Cantusio Jr.)

Parte da matéria sobre Eloy Fristsch que cita o Ciberpajé

A 44ª edição da Revista Keyboard Brasil está no ar
Clique no link para ler a revista na íntegra e em língua portuguesa: http://digital.maven.com.br/pub/revistakeyboard/?flip=acervo
ou no blog para a leitura em qualquer idioma: http://keyboardbrasil.blogspot.com.br/

DUETOS ESSENCIAIS: novo álbum em quadrinhos de Edgar Franco apresenta parcerias com quadrinhistas consagrados e emergentes



Capa do álbum "Duetos Essencias", arte de Edgar Franco

Acaba de ser lançado pela editora Marca de Fantasia o álbum DUETOS ESSENCIAIS, o volume de 80 páginas apresenta uma seleção de histórias em quadrinhos curtas feitas em parcerias do Ciberpajé Edgar Franco com 23 significativos artistas da cena brasileira de quadrinhos, entre nomes consagrados como Júlio Shimamoto, Gian Danton, Gazy Andraus, Luciano Irrthum, Omar Viñole, Petter Baiestorf & Antonio Eder e outros emergentes. As parcerias são de todas as formas possíveis, em alguns trabalhos Franco assina só o roteiro, em outros os desenhos, também fez arte final em HQs de alguns artistas e teve outros arte finalizando obras suas. A característica mais marcante do álbum é o experimentalismo de linguagem e a total liberdade criativa dos criadores. A obra foi pensada e montada em 2003, mas só agora foi editada. Franco e o editor Henrique Magalhães mantiveram todo o conteúdo da versão original, valorizando o aspecto histórico dessa produção. Leia o texto de apresentação da obra escrito pelo Dr. Henrique Magalhães:


"Edgar Franco eu já conhecia há alguns anos, desde a explosão dos fanzines no país em meados dos anos 1980. Ao fundar a editora Marca de Fantasia em 1995 foi ele um dos autores fundamentais para a constituição da revista Tyli-Tyli – depois Mandala – dedicada aos quadrinhos poético-filosóficos, desta forma estabelecemos uma parceria artística e afetiva que perdura até hoje. Além dos livros teóricos que Edgar nos presenteia, temos o prazer de trazer a público sua revista em quadrinhos Artlectos e Pós-humanos, em que exprime de forma mais experimental sua criação.

Em 2003 chegou-me às mãos um pacote enviado por Edgar com uma série de quadrinhos feitos em parcerias, com a proposta de edição de um álbum chamado Duetos essenciais. Foi uma grande surpresa, pois só conhecia dele o trabalho solo, como era natural dada a extrema personificação de sua obra.

O que vi foi tão impactante que de certo modo me deixou imobilizado. Foi o momento em que a editora tomava outros rumos produtivos, deixando a fotocópia de lado e partindo para a impressão em laser. Isto me possibilitava o controle da qualidade da produção, mas criava limitações sobretudo com relação ao formato. Essas condicionantes por certo foram os motivos principais para o adiamento por tanto tempo dessa edição tão seminal de Edgar, que apresentamos agora.

Depois de tanto tempo a obra vem marcada inevitavelmente pela temporalidade, mas que não deixa de ter seu valor implícito, além de representar o resgate de um tesouro perdido e que afinal veio à luz. Neste álbum é possível ver um momento muito importante da obra de Edgar Franco, um estágio de seu desenvolvimento que foi promissor para a maturidade atual. Por outro lado, mostra a humildade do autor em compartilhar com generosidade seu universo tão pessoal, encontrando ressonância em tantos artistas que, por fim, celebraram com ele a sua arte." (Henrique Magalhães)

O álbum incluí um posfácio em que Edgar Franco fala brevemente sobre a importância e singularidade de cada um dos 23 quadrinistas que desenvolverem esses "duetos essenciais" com ele, sendo eles: Shimamoto, Gian Danton, Omar Vinõle, Ricardo Borges, Luciano Irrthum, Simone Maia, Nuno Nisa, Norival Bottos Junior, Gazy Andraus, Rose Franco, RPC, Petter Baiestorf, Marcos Freitas, Roberto Schima, Henry Jaepelt, Al Greco, Luciano Teodourus, Erika Saheki, Hiiris Lassorian, Marcelo Marat, Michel, J.M.Tognon, Antonio Eder. 

A obra pode ser adquirida diretamente no site da editora Marca de Fantasia, nesse link.

Alguns exemplos da variabilidade de expressões gráficas do álbum "Duetos Essenciais":
Parceria entre Edgar Franco & Júlio Shimamoto

 Página de HQ em parceria entre Gian Danton & Edgar Franco


 Página de HQ em parceria entre Luciano Irrthum & Edgar Franco


Página de HQ em parceria entre Gazy Andraus & Edgar Franco

Serviço:

Edgar Franco et al.
Série Repertório, 25
Paraíba: Marca de Fantasia.
2017, 80p. R$20,00.
ISBN 978-85-67732-70-1



quinta-feira, 16 de março de 2017

Revista Acadêmica "Nós"(UEG) homenageia o Ciberpajé em número dedicado aos quadrinhos


 Capa da Revista Nós (Volume 2, Número 1, Fevereiro de 2017)

O novo número da Revista Nós - Cultura Estética e Linguagens (Volume 2, Número 1, Fevereiro de 2017), publicada pela UEG - Universidade Estadual de Goiás, homenageia o Ciberpajé Edgar Franco. Cada número da revista presta homenagem a um artista e esse volume - completamente dedicado às histórias em quadrinhos - escolheu o Ciberpajé como homenageado. 



Página da entrevista do Ciberpajé na Revista Nós



A homenagem envolveu diversas partes da revista, a começar pela arte da capa e por uma HQ colorida inédita criadas exclusivamente por Edgar Franco para esse número. A seção de entrevistas abre com uma entrevista com o Ciberpajé realizada pela licenciada em letras Viviane Leandra, que realizou TCC na UEG sobre a obra de Edgar Franco. A seção de resenhas incluiu uma resenha instigante do álbum BioCyberDrama Saga, de Edgar Franco & Mozart Couto, escrita pelo Dr. Ademir Luiz (UEG). Na sequência temos o "Perfil do Artista Edgar Franco", texto de oito páginas falando sobre a trajetória artística do Ciberpajé, escrito pela estudiosa de sua obra, IV Sacerdotisa Danielle Barros, artista multimídia e doutoranda pela Fiocruz-RJ.


Páginas de abertura do texto com o perfil do artista Edgar Franco na Revista Nós


Ao final do volume temos um extenso portfólio de 36 páginas com obras do artista, incluindo fotos de performances e ensaios visuais, artes diversas, HQforismos, a HQ de 6 páginas "Duo de Um" e a HQ inédita "Desvelar". A revista ainda inclui o artigo curto "Sigilos Mágicos e Processos Criativos de Quadrinhos: Notas sobre a a arte exclusiva da capa desse número da Revista Nós e a HQ Desvelar", no qual o Ciberpajé trata dos processos criativos desses trabalhos desenvolvidos para a edição.





Algumas páginas do port-fólio selecionado de obras do Ciberpajé Edgar Franco para a Revista Nós


A homenagem completou-se com o convite feito ao Ciberpajé e à IV Sacerdotisa Danielle Barros pelo também artista e pesquisador Dr. Ademir Luiz (UEG), um dos editores da Nós, para organizarem juntos um dossiê sobre quadrinhos para esse número da revista. Nossa concepção para o dossiê foi a de revelar a diversidade e a qualidade da pesquisa sobre quadrinhos realizada em todas as regiões do país, por isso selecionamos e convidamos pesquisadores emergentes e consagrados de todas as regiões do Brasil. Do Norte, tivemos a contribuição do roteirista e docente da Universidade Federal do Amapá, Ivan Carlo (Gian Danton), com o artigo “As aventuras hiper-reais do Capitão Gralha”; do Nordeste, contamos com a participação dos artistas e docentes Henrique Magalhães e Alberto Pessoa, da Universidade Federal da Paraíba, com o artigo “Da subversão ao abandono da linguagem em tiras contemporâneas”; e Valéria Bari, da Universidade Federal de Sergipe, com o artigo “A função mediadora das adaptações literárias para os quadrinhos na formação do leitor”. Do Centro-Oeste, temos o artigo de Lígia Carvalho da Universidade Estadual de Goiás, intitulado “Coleção Pateta faz história: Uma Análise”; e o artigo “Arte dos Sonhos de Rick Veitch”, de Matheus Moura da Universidade Federal de Goiás; da região Sudeste, os artigos dos artistas e docentes, Octavio Aragão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com "O Demônio ao Por do Sol: A jornada destrutiva e ressurrecional em Sandman – Estação das Brumas"; e Gazy Andraus, da Universidade Estadual de Minas Gerais, com o artigo “Dr. Estranho: para uma leitura imagética embevecida dos desenhos, estilos e variações das HQs místico/esotéricas desse distinto personagem do rol dos super-seres!”; e da região Sul, o artigo “Artes gráficas e sequenciais: Armadilhas conceituais”, da artista e docente Paula Mastroberti, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O dossiê fecha com o artigo "Diálogo entre (linhas) crítica e poética: O pós-humano em Star Wars e na obra quadrinhística de Edgar Franco", escrito em parceria pelo Dr. Ademir Luiz (UEG) e por Edgar Franco (UFG).




Página de Abertura do artigo de Ademir Luiz e Edgar Franco no Dossiê HQ da Revista Nós


A revista pode ser baixada na íntegra nesse link. O Ciberpajé agradece a fantástica homenagem da Revista Nós, especialmente ao Ademir Luiz pelo convite e sugestão de incluí-lo como homenageado dessa edição, e também à IV Sacerdotisa Danielle Barros, pelo incrível e generoso perfil traçado por ela sobre ele e sua obra. Agradece também aos demais integrantes do corpo editorial pela chance de ter suas obras e seu ideário divulgados em tão prestigiada publicação.

quarta-feira, 15 de março de 2017

[Entrevista] Ciberpajé concede breve entrevista ao Jornal UFG sobre o fenômeno dos Otakus na universidade

O Ciberpajé Edgar Franco foi entrevistado pela jornalista Patrícia da Veiga Borges para a nova edição do Jornal UFG, Ano XI, número 85, de março de 2017. A matéria "Otakus na Universidade" ocupa a página 9 da versão impressa do jornal, e pode ser também lida na íntegra na versão online nesse link.
Ciberpajé com a versão impressa do Jornal UFG

Abaixo segue a questão enviada pela jornalista Patrícia da Veiga e a resposta do Ciberpajé na íntegra:

Patrícia da Veiga: A que devemos atribuir esse apreço demonstrado pelos estudantes pela cultura japonesa representada pelos Mangás e Animes?

Prof Dr. Edgar Franco (FAV/UFG): Durante a segunda metade do Século XX e a ascensão das mídias de massa, com o surgimento e a expansão da televisão - logo no pós segunda guerra mundial, vivemos um domínio cultural dos mass media perpetrado pelo imperialismo hipercapitalista estadunidense. Até a década de 90, praticamente todos os quadrinhos e desenhos animados veiculados no país eram produzidos nos Estados Unidos, com raríssimas exceções como os seriados japoneses Ultraman e Spektroman que já rascunhavam o sucesso estrondoso que as produções japoneses teriam no ocidente a partir da década de 90.  Até meados da década de 80 os quadrinhos mainstream de super-heróis eram criados visando um público masculino e com objetivos claramente catárticos, e eram basicamente consumidos por garotos entre os 8 e 20 anos de idade, o público feminino pouco tinha espaço nesses universos quase sempre maniqueístas e muito limitados no que tange à complexidade de seus personagens. Pois bem, com a chegada da internet os produtos da cultura pop japonesa começaram a ganhar mais espaço no ocidente e a serem veiculados na TV e impressos como mangás. Isso aconteceu devido à uma identificação muito grande das crianças e adolescentes com as estruturas narrativas desses produtos, marcados por personagens mais complexos e sensíveis, por uma maior diversidade de tipos físicos, de orientações sexuais diversas, e que valorizam as personagens femininas no mesmo grau das masculinas. Com isso o público feminino, que não encontrava identificação com quadrinhos e desenhos animados produzidos nos EUA, passou a identificar-se com os mangás e animes japoneses, e isso aconteceu também com boa parte do público masculino. A verdade é que os mangás e animes trabalham incrivelmente bem com a noção de arquétipos e a complexidade e idiossincrasias de seus personagens, e mesmo em seus delirantes universos de FC e fantasia tratam de problemas muito comuns a todos os adolescentes e jovens adultos do mundo ocidental, essa é a razão de seu sucesso estrondoso. Também é importante salientar o investimento gradativo e emergente da iniciativa privada japonesa nesses produtos de entretenimento visando a melhoria contínua de sua qualidade e internacionalização.

Posthuman Tantra é a primeira banda a assinar com a Vekttor Media

O Posthuman Tantra acaba de assinar contrato com a VEKTTOR MEDIA, primeira iniciativa underground de agenciamento online de bandas, selos, revistas e afins totalmente dedicada ao gênero DARKWAVE e todas as suas vertentes. A VEKTTOR MEDIA irá trabalhar na promoção do gênero no país e exterior com uma proposta ousada. Conheçam a empresa em sua página no facebook: https://www.facebook.com/vekttormedia/


terça-feira, 14 de março de 2017

[Lançamento] Novo EP "CIBERPAJÉ - Sinos Pós-humanos", parceria com a "Bells of Soul", de São Paulo


A Lunare Music acaba de lançar o novo EP do projeto CIBERPAJÉ, que recebeu o título de "Sinos Pós-humanos". A obra, que inclui 3 novos aforismos musicados, dessa vez contou com a parceria da BELLS OF SOUL, prestigiada one-man-band paulistana da cena darkwave, capitaneada pelo multi-instrumentista Sânian. O Ciberpajé e Sânian se conheceram há 7 anos durante o festival Woodgothic 2010, em São Thomé das Letras (MG), ocasião em que Posthuman Tantra e Bells of Soul dividiram o mesmo palco.  A parceria vem para solidificar os laços entre os musicistas e sua amizade. O título do EP foi sugerido por Sânian, unindo o bells (sinos) da Bells of Soul, com o posthuman (pós-humano) do Posthuman Tantra. O tema do EP é a pós-humanidade, o Ciberpajé buscou aforismos que estivessem afinados com o clima denso e melancólico da música criada pela Bells of Soul, enviou os 3 aforismos gravados e Sânian desenvolveu as 3 faixas a partir deles, criando uma obra singular com a marca dos dois artistas. A partir do resultado sonoro o Ciberpajé criou a arte da capa em seu processo de "ritual de presença", colocou as músicas do EP para tocar e em menos de 10 minutos desenhou a arte da capa, mantendo a tradição gráfica das capas dos EPs anteriores. Ouça na íntegra e baixe o EP nesse link.

Capa do EP "Ciberpajé - Sinos Pós-humanos", parceria com a Bells of Soul (SP)

Encarte do EP com os 3 Aforismos presentes na obra.


Encarte do EP com os créditos da obra


Se você não conhece o projeto Ciberpajé, ouça e baixe os EPs realizados com musicistas das 5 regiões do país e lançados pela Lunare Music:


A Invocação da Serpente (parceria com Each Second/SP)


Lua Divinal (parceria com Gorium/MT)


Heresia Cósmica (parceria com Léo da Heresia/ Brasília)


O Estratagema da Aranha (parceria com Quando os Céus e os Oceanos Colidem/SP-PR)


Verdades Voláteis (parceria com Sérgio Ferraz/PE)


Cura Cósmica (Músicas de Posthuman Tantra & vozes do Granciberpajé Dimas Franco/MG)

Entranhas do Sol (parceria com Alan Flexa/AC)


Hackeremixagem do EP "Ciberpajé - Heresia Cósmica" pelo projeto inglês Mentufacturer.


Você pode também adquirir o CD "Ciberpajé - Egrégora", encartado na revista "Gatos & Alfaces # 6". Ele reuniu 21 bandas de 5 países musicando os aforismos do Ciberpajé. No CD temos desde o blues, passando pelo rock progressivo, pelo heavy metal e chegando a estilos como o dark ambient, o industrial e o noise. Uma viagem sonora pautada pela iconoclastia dos aforismos de Franco. As 21 bandas presentes no CD foram: Posthuman Tantra & Luiz Carlos Barata Cichetto (Brasil); Muqueta Na Oreia (Brasil); Zemlya (Brasil); Blues Riders (Brasil); TransZendenZ (Suíça); Alpha III Project (Brasil); Poolsar (Brasil); Each Second (Brasil), Gorium (Brasil); Blakr (Inglaterra); Gabriel Fox (Brasil); Hidden in Plain Sight (Brasil); God Pussy (Brasil); Nix's Eyes (Brasil); Emme Ya (Colômbia); Vento Motivo Brasil); Iamí (Brasil); 18 - ANT[ISM] (Brasil); Melek-tha (França); Kamboja (Brasil); Dimitri Brandi de Abreu (Brasil). Adquira o CD + revista (R$15,00 + despesas postais) enviando e-mail para: oidicius@gmail.com

quarta-feira, 8 de março de 2017

Artigo do Ciberpajé e da IV Sacerdotisa analisando "Os Sertões" e "Biocyberdrama Saga" é publicado em periódico acadêmico da UNIFESP


Print de tela do título e resumo do artigo.

O artigo de Danielle Barros e Edgar Franco foi publicado no v. 3, n. 1, da revista De Letra em Letra, do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo, na qual estão publicados os trabalhos apresentados durante a I Jornada Temática de Histórias em Quadrinhos - Adaptações Literárias, organizada pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP e pelo Grupo de Estudos de Histórias em Quadrinhos da Unifesp. Nosso artigo, intitulado "Da Canudos Sertaneja à Canudos Pós-Humana: Os Sertões e BioCyberdrama Saga", estabelece relações conceituais e estéticas entre o romance literário "Os Sertões", de Euclides da Cunha, e o álbum de histórias em quadrinhos "BioCyberdrama Saga", de Edgar Franco & Mozart Couto, ele foi publicado nas páginas 32-45 do periódico acadêmico.


Print de tela de duas páginas internas do artigo.

Capa da revista de Letra em Letra

Acesse a revista e confira o artigo na íntegra aqui: https://issuu.com/revistadeletraemletra/docs/revistadeletraemletra_vol3_n1_2016

[Lançamento] Ciberpajé participa do terceiro volume de "Hiperconexões" - antologia de poemas sobre o pós-humano.

Hiperconexões: realidade expandida é a primeira antologia consistente de poemas sobre o pós-humano da literatura brasileira. Talvez da literatura mundial. A ciência e a tecnologia contemporâneas estão ensaiando um salto qualitativo sem precedentes na história da humanidade.Do natural para o artificial, da carne para o silício. Do humano para o pós-humano. A antologia Hiperconexões: realidade expandida é o relato poético desse salto imprevisível envolvendo pessoas e máquinas. Luiz Braz é o sagaz escritor idealizador e organizador da antologia que agora chega em seu terceiro volume, composto de dois livros siameses: “Carbono & silício” + “Sangue & titânio”, com dezenas de poetas de todo o país, entre nomes seminais e emergentes. O Ciberpajé, que já havia participado do segundo volume, integra também esse terceiro, com seu poema "QuilomBots". A obra é uma edição da Editora Patuá e terá seu lançamento em 8 de abril, sábado, às 19hs, no Patuscada Bar & Livraria, situado à Rua Luís Murat, 40, Vila Madalena, São Paulo. Confira todos os poetas que integram a obra no banner abaixo.




[Ciberpajé Recomenda] Mensageiros do Vento - Anunnaki (Ópera Rock - CD & longa de animação)


Ciberpajé com a obra Mensageiros do Vento - Anunnaki (Foto da I Sacerdotisa)

Certas obras artísticas têm a força de transformar nossa realidade cotidiana, elevar-nos a outros estados de consciência. Essas obras são raras e surgem como diamantes luminosos em meio ao lixo podre da produção dita "cultural" em um mundo hiperinformacional. Um mundo que desde a metade do Século XX passou a confundir arte com entretenimento, e elegeu como "artistas" hordas de idiotas imbecilizados e formatados por um sistema mercantilista, em uma espiral horripilante de idiotização progressiva de todos os segmentos do que se chamou de arte e/ou cultura pop, mesmerizando as massas com conteúdos imbecis e torpes, formatados, repetitivos, vazios, doentios. As artes acadêmicas, que poderiam trazer alguma resposta para esse cenário deplorável, sobrevivem em seus nichos universitários, com doutorezinhos prepotentes e contaminados por um conceitualismo estanque, criando obras pseudo-politizadas, que abominam a técnica e todos os aspectos transcendentes que demarcaram a essência da criação artística através das eras. 

Print de tela da animação

Essa introdução foi necessária para dizer que ANUNNAKI é uma genuína obra de arte, um diamante raro que sobrepoe-se a toda a imundície imbecil da cultura pop e também à imbecilidade conceitualista da arte acadêmica. O trabalho começa ousando ao resgatar o aspecto mítico e místico da arte - a arte como força transcendente -, ao escolher como tema a bela e simbólica história da colonização do planeta Terra pela espécie extraterrestre dos Anunnaki, os "deuses astronautas" do planeta Nibiru que criaram a espécie humana através de um projeto de hibridização genética cósmica. A saga é baseada na incrível obra controversa de Zecharia Sitchin, e de suas interpretações das tabuletas sumérias, Sitchin tem como tomo mais conhecido o seu livro O 12º Planeta - Livro I das Crônicas da Terra. 

Ciberpajé com a obra Mensageiros do Vento - Anunnaki

A vibrante banda Mensageiros do Vento, nesse trabalho conceitual, criou uma sofisticada ópera rock, um épico cósmico com a força das grandes sagas gregas e bíblicas. Não estamos falando apenas de um álbum musical conceitual, mas também de um incrível filme de animação, um longa-metragem com toda a rica ópera rock, um filme que deveria ser visto em todos os cinemas do país.  Esse trabalho homérico, bem cuidado em cada mínimo detalhe, tem como mentores duas grandes feras da arte brasileira, os geniais irmãos Fabrício Barreto e Fábio Shiva. Os dois são ex-integrantes da banda Imago Mortis e criadores de outra das obras mais importantes da música brasileira, o álbum conceitual “Vida – The Play of Change”. 

Print de tela da animação

Em Anunnaki, Fábrício e Shiva escreveram a história, compuseram as 28 faixas da ópera rock, e dirigiram o filme que é parte dela. Fabrício ficou inclusive responsável pelos desenhos da animação, um trabalho meticuloso, com imagens repletas de simbologia mítica e mágica, onde os recursos computacionais foram utilizados de forma adequada para a estruturação da animação. Um trabalho homérico de desenho e pesquisa visual, uma obra autoral sensacional. Fabrício é também o responsável pelas vozes e guitarras da ópera, seu trabalho vocal é de uma delicadeza e força marcante, as entonações e timbres relacionam-se perfeitamente com cada momento da narrativa, interpretando-a lindamente com sua impressionante voz. Já Fábio é o responsável pelo marcante contrabaixo em todas as faixas. Anunnaki está além dos rótulos musicais, obviamente a base é o rock, mas as faixas trafegam por territórios como o do reggae, do jazz, do blues, da música regional nordestina. Tudo isso feito de forma sutil e fluida, assim como o fluxo narrativo sonoro que segue a história indo da leveza e clima telúrico de faixas como a soberba "Paraíso Perdido", passando pela hard rocker "O Retorno de Anu" - com participação muito especial da lenda Carlos Lopes (Dorsal Atlântica) nas guitarras -, chegando ao peso e grandiloquência  de "A Era dos Gigantes". O pacote completo da obra envolve o DVD da animação, e um CD duplo em bela embalagem digipack, mas a animação foi disponibilizada na íntegra no youtube! A obra teve financiamento do Fundo de Cultura da Bahia. É  raro e excelente quando vemos essas leis de incentivo rendendo arte genuína, infelizmente em sua grande maioria tornaram-se espaço para cartéis e grupos praticarem corrupção e roubo, superfaturando valores, entre outras práticas comuns no setor público brasileiro. 

Print de tela da animação

Os "Mensageiros do Vento" criaram em Anunnaki uma das obras mais significativas e impressionantes do rock brasileiro, e também um dos mais autorais e significativos longa-metragens em animação da história dessa arte no Brasil. Uma emocionante, iconoclasta e anti-paradigmática obra que deve ser conhecida por todos aqueles que ainda acreditam na arte como forma transcendente no caminho da integalização do ser. O Ciberpajé recomenda!

Serviço:

O material de “ANUNNAKI – Mensageiros do Vento” já pode ser adquirido através do PAG SEGURO. Para comprar o DVD e o Digipack Duplo, basta acessar os links abaixo (FRETE INCLUÍDO): 
* DVD com o filme “ANUNNAKI – Mensageiros do Vento” – R$ 30
https://pag.ae/bbdVHH0
* Digipack Duplo com a trilha sonora e encarte com as letras – R$ 30
https://pag.ae/bbdVHKf
* Combo DVD + Digipack Duplo – R$ 55
https://pag.ae/bcd2Z2V

segunda-feira, 6 de março de 2017

Ciberpajé participa da comissão julgadora do I Concurso Literário "Ituiutaba Inter-AÇÃO".



O Ciberpajé Edgar Franco foi convidado a integrar a comissão julgadora do I Concurso Literário "Ituiutaba Inter-AÇÃO", organizado pelo grupo de mesmo nome com página no Facebook. O concurso teve como mentora a ativista cultural Helenice PQ, e envolve as categorias de conto, crônica e poema. Além do Ciberpajé compoem a comissão julgadora os escritores Whisner Fraga e Regina de Souza Marques, todos os 3 membros da ALAMI - Academia Ituiutabana de Letras, Artes e Música. Veja abaixo fac-simile da página com as obras finalistas e breve currículo dos julgadores.




domingo, 5 de março de 2017

[Entrevista ao zine Reboco Caído #34] Ciberpajé: A ira genuína é um dom raro na contemporaneidade!

Ciberpajé fotografado por Anésio Neto

O Ciberpajé Edgar Franco é um dos entrevistados do lendário zine Reboco Caído em sua edição de número 34. A instigante entrevista foi conduzida pelo editor do fanzine Fabio da Silva Barbosa e envolve questões sobre quadrinhos e poesia, sobre a relação entre Edgar Franco e seu alter ego Ciberpajé, o projeto musical Ciberpajé e também sobre o panorama político e social brasileiro. Leia o fanzine e baixe-o em PDF nesse link. Veja abaixo um fac-símile da entrevista que ocupou 5 páginas do Rebo Caído #34.

A instigante capa do Reboco Caído #34, arte de Ana Clara






As 5 Páginas da entrevista publicada no Reboco Caído #34