HQs, Fanzines, HQtrônicas e GameArte

A produção de histórias em quadrinhos ambientadas na Aurora Pós-humana tem sido explorada em diversos contextos, dentre eles: 

BioCyberDrama
Na trilogia de álbuns BioCyberDrama, parceria com o lendário quadrinhista Mozart Couto, com o primeiro álbum lançado pela editora Opera Graphica em 2003. E 2013 Biocyberdrama Saga teve sua trilogia completa publicada, a responsável por esse lançamento ousado no mercado brasileiro de quadrinhos foi a Editora UFG. Uma iniciativa inédita para uma editora acadêmica brasileira, acreditando nas HQs como forma de arte e conhecimento e investindo em uma produção à altura da obra. O álbum integra a coleção “Artexpressão”, dedicada a livros de arte. O trabalho, apresentado na forma de um álbum luxuoso com mais de 200 páginas, inclui a saga completa em quadrinhos, além de uma descrição detalhada do universo ficcional da “Aurora Pós-humana”, criado por Edgar Franco, e ainda um making of do trabalho nos anexos, com artes do processo criativo da obra. A HQ presente no álbum é dividida em três partes. A primeira delas, nomeada BioCyberDrama, foi publicada em álbum em 2003 pela editora paulistana Opera Graphica, com ótima recepção do público e crítica especializada. Foi indicada aos prêmios HQMIX de melhor roteirista (Edgar Franco) e melhor edição especial nacional de 2003 e recebeu ainda o prêmio Ângelo Agostini de melhor desenhista de 2003, concedido a Mozart Couto. As partes dois e três da saga BioCyberDrama permaneceram inéditas, sendo publicada na íntegra, ou seja, as três partes completas, pela Editora UFG. 
Biocyberdrama Sagfoi indicado a uma das categorias mais importantes do "Troféu HQMIX", considerado o "Oscar" dos quadrinhos brasileiros, na categoria "Edição Especial Nacional"Sua indicação é uma prova da qualidade ímpar da obra, já que o ano de 2013 foi um dos anos mais prolíficos da história dos quadrinhos brasileiros com mais de 600 lançamentos na área. Biocyberdrama teve a tiragem de apenas 500 exemplares, e ainda assim concorre na mesma categoria com gigantes do mercado, com tiragens de dezenas de milhares de exemplares e distribuição em todo o território nacional.
A obra recebeu resenhas positivas em múltiplos veículos de comunicação, desde revistas de circulação nacional como Mundo dos Super-heróis, Mundo Nerd, passando por jornais como Correio Popular (Goiás), Jornal Opção (Goiás), Diário de Petrópolis (RJ), Blog Pipoca e Nanquim, Blog Reverso, Podcast Cidade HQ, Blog Consciências e Sociedades, Fanzine Quadritos, Blog Contos do Absurdo; e teve lançamentos especiais na Gibiteria em São Paulo, na programação oficial do FIQ 2013 FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte e no Centro Cultural UFG.

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RESENHAS e notícias publicadas sobre a obra (Em Breve)

Sobre capa de Biocyberdrama com arte de Mozart Couto

Capa de Biocyberdrama com arte de Mozart Couto
Sobre os autores:

Edgar Franco - arquiteto, artista multimídia, fanzineiro, pesquisador, desenhista e autor de histórias em quadrinhos no suporte papel e no meio digital. Atualmente é professor da Faculdade de Artes Visuais da UFG. Desde a década de 1980 mantém uma intensa produção de histórias em quadrinhos poético-filosóficas. 

Mozart Couto – Ilustrador e autor de histórias em quadrinhos, tem trabalhos publicados em vários países da Europa e nos Estados Unidos. Produziu para diversas editoras do eixo Rio-São Paulo recebendo, em 1986, o prêmio de melhor desenhista da Associação de Quadrinistas e Cartunistas de São Paulo. É um dos principais divulgadores do Gimp, software de ilustração gratuito utilizado como alternativa ao Photoshop.A primeira parte do álbum narra o dilema de Antônio Euclides, um jovem "resistente," que aos poucos vai sendo seduzido pelas promessas de vida eterna ou plena oferecidas pelas culturas predominantes desse universo futurista, os tecnogenéticos – seres híbridos de humano com animal e vegetal, e extropianos – ciborgues com a consciência de um humano transplantada em um chip. Antônio se depara com a grande questão de sua vida, qual decisão deve tomar: tornar-se extropiano, tecnogenético ou continuar resistente. A parte dois de BioCyberDrama dá continuidade à saga de Antônio Euclides e seus dilemas pós-humanos, ao apresentar uma tensão ainda maior entre as espécies pós-humanas. A última parte da saga possui inspiração na história de Canudos e de Antônio Conselheiro, reinventadas para um contexto pós-humano.  


Artlectos e Pós-humanos

Outra produção importante é a série anual em quadrinhos Artlectos e Pós-humanos, que já teve 7 números publicados pela editora Marca de Fantasia (UFPB). Sendo o oitavo número editado em março de 2014. Peça a sua Artlectos na Marca de Fantasia
Confira todas as capas da Artlectos e Pós Humanos:


Artlectos e Pós-humanos é um título autoral de quadrinhos com periodicidade anual. A revista se propõe a editar HQs desenvolvidas por Edgar Franco no contexto do universo ficcional da Aurora Pós-humana. Ela tem um formato próximo ao meio-ofício lembrando os gibis tradicionais e apresenta capa colorida e miolo preto e branco, somando 32 páginas a cada número. O diferencial dos trabalhos presentes na revista está em sua proposta: HQs curtas sempre com novas personagens e sem uma conexão aparente, a não ser o fato de se passarem em distintas fases temporais do futuro pós-humano.
O neologismo "Artlectos", que compõe parte do título da série, se refere à junção dos termos "Artificial " & "Intelectos". Até o momento foram publicados 8 números de 32 páginas, somando mais de 200 páginas de quadrinhos. Nesses 8 números Artlectos ultrapassou as expectativas de seu criador, pois foi pensada simplesmente como um laboratório criativo de HQs poético-filosóficas, baseadas em no universo ficcional da Aurora Pós-humana, mas sem nenhum compromisso com o mercado dos quadrinhos. No entanto a revista recebeu, em seu terceiro número, o troféu nacional "Bigorna" como melhor publicação de quadrinhos de FC e Fantasia, e foi escolhida pelo respeitado crítico Dr. Edgar Smaniotto como uma das 10 mais importantes histórias em quadrinhos de todos os tempos. Além disso, algumas das HQs presentes na revista serviram de base analítica e reflexiva para dois pesquisadores escreverem livros sobre a obra de Edgar Franco: Professor Dr. Elydio dos Santos Neto, que escreveu "Os Quadrinhos Poético-filosóficos de Edgar Franco";  e a Dra. Nadja Carvalho, autora de "Edgar Franco e Suas Criaturas no Banquete de Platão", ambos publicados pela editora Marca de Fantasia (UFPB), em 2012.
As HQs da revista Artlectos e Pós-humanos se enquadram no gênero de quadrinhos chamado Poético-filosófico. Ainda na década de 1980, numa tentativa inicial de classificar esses trabalhos, eles foram chamados de “quadrinhos poéticos”, fazendo um paralelo com a literatura, ou seja, os quadrinhos tradicionais estariam para a prosa assim como os “quadrinhos poéticos" estariam para a poesia. Posteriormente a insuficiência conceitual do rótulo “quadrinhos poéticos” levou Edgar Franco a criar o termo “quadrinhos poético-filosóficos” (FRANCO, 1997, p.54), anexando a palavra “filosóficos” à denominação por verificar que a maioria dos quadrinhistas desse gênero também apresentavam trabalhos com a pretensão filosófica de levar o leitor a refletir sobre alguma questão existencial. Esse termo foi adotado pelo Dr. Elydio dos Santos Neto em sua pesquisa de pós-doutorado em artes na UNESP, na qual investiga as “histórias em quadrinhos poético-filosóficas” como um gênero genuinamente brasileiro. 

HQtrônicas

HQtrônicas são narrativas hipermidiáticas híbridas que mixam elementos da sintaxe tradicional dos quadrinhos às possibilidades abertas pela hipermídia, este termo foi criado por Edgar Franco, sendo ele a maior referência acadêmica na área. 

NeoMaso Prometeu”, a primeira HQtrônica de Edgar Franco, foi criada para veiculação na rede internet, sendo o primeiro trabalho artístico produzido tomando como base a "Aurora Pós-humana". Trata-se de um trabalho intermídia, onde animação, trilha sonora, efeitos sonoros e multilinearidade narrativa se fundem a códigos tradicionais das histórias em quadrinhos como balões de fala e divisão em requadros. A história trata de um ser híbrido, membro da elite tecnogenética que é um masoquista assumido e lança mão da tecnologia de produção de órgãos artificiais e robôs para realizar, repetidas vezes, um ritual de auto-flagelação que remonta o sofrimento do mítico Prometeu. O trabalho questiona a visão inocente e equivocada de muitos geneticistas, cientistas e tecnólogos que acreditam que o desenvolvimento da ciência está utopicamente ligado ao progresso da humanidade. "NeoMaso Prometeu" recebeu menção honrosa no 13º Videobrasil – Festival Internacional de Arte Eletrônica (São Paulo, 2001).


Outra HQtrônica importante de Franco é “Ariadne e o Labirinto Pós-humano”.O trabalho narra a história de Ariadne, uma jovem "Resistente" filha de um líder da resistência humana e irmã de Amandine, uma tecnogenética radical (centauriforme); Ariadne ama seu namorado Max, um jovem resistente que decide-se por transportar sua mente para um chip de computador e tornar-se Extropiano mesmo diante da desaprovação de Ariadne. Apaixonada e desesperada com a decisão de Max, Ariadne decide fazer um clone do namorado, e finalmente depara-se com o dilema de ter que optar entre ficar com o clone ou com o ciborgue com a memória de Max implantada. Ao final o leitor escolhe o desfecho da história ou é convidado a participar como co-autor criando seu próprio final. A obra foi encartada no CD-Rom que acompanha o livro "HQtrônicas: Do Suporte Papel à Rede Internet" (2008). Edgar Franco tem produzido outras HQtrônicas como “BioSimCa”, parceria sua com grupo de pesquisa CRIA_CIBER da FAV/UFG, e “brinGuedoTeCA 2.0”, sua parceria com o artista Fábio FON.

Web arte e Gamearte

O site de vida artificial “O Mito Ômega” é um trabalho de web arte baseado no conceito de design evolucionário e propõe a geração de uma obra artística interativa que se inscreve dentre as pesquisas das novas poéticas digitais em que o público fruidor do trabalho participa também como interator. O site se insere no contexto da “Aurora Pós-humana” ao propor a criação do ser perfeito, híbrido de todas as criaturas do planeta, na verdade algo que a espécie dos Tecnogenéticos persegue na FC de Franco, a geração dessa criatura mítica, e existe uma seita religiosa no contexto do universo ficcional chamada de “Mito Ômega”. A obra está hospedada no endereço: www.mitomega.com


“Posthuman Ms. Pacman” é um trabalho de gamearte desenvolvido por Bruno Mendonça e Edgar Franco tendo como base o universo ficcional da "Aurora Pós-humana" e fazendo uma subversão irônica do clássico game Ms. Pacman. A ideia do game segue o seguinte roteiro: o jogador, representado pelo avatar de uma fêmea pós-humana tecnogenética – batizada de Alice – é parte de um experimento genético comandado por indivíduos não identificados que querem testar os limites da reprodução sexuada humana e pós-humana. Assim, a personagem se vê percorrendo um labirinto repleto de hormônios abortivos, bombas de feromônio e cápsulas ampliadoras de fertilidade – mesmo não sabendo exatamente “o que é o que“ até que prove por si mesma. Além disso, ela deve perseguir os machos, criaturas pós-humanas tecnogenéticas do sexo masculino desenvolvidas com finalidade exclusivamente sexual e com capacidade de raciocínio limitada. O trabalho de gamearte foi selecionado pela curadoria da exposição EmMeios durante o 12# Art – Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, no Museu da República, em Brasília, no ano de 2013.

EM BREVE


Fanzines